
Saudações Tricolores. Faltam 3 dias para um jogo que tem tudo para ficar marcado em nossa memória. Para o bem e para o mal, as circustâncias que antecedem este confronto são as mesmas que antecedem as grandes tragédias e as grandes conquistas. Nosso adversário é forte, mas não é imbatível. Confundiu mobilização com truculência. Confundiu motivação com agressividade. Bateu. Provocou, falou demais. Mesmo assim, ainda se apresenta como uma raposa em pele de cordeiro. Quer garantias. Quer a paz. Mineiramente, quer deixar o dito pelo não dito. É o famoso bate e esconde a mão. Em verdade, eles usaram todos os artifícios que podiam para alcançar uma vantagem irreversível, mas falharam. E por saberem disso, tremeram. Este foi seu maior erro. Não suportaram a espera do segundo jogo. Não aguentaram o repuxo como se diz aqui. Mostraram o quanto temem o fator local. Passada a euforia pela vitória, descobriram que a vantagem não é tão grande assim. Recordaram talvez a campanha de 2007, quando Santos e São Paulo, até então imbatíveis, tombaram no gramado do Imortal. Outros, tempos, outros jogadores, outro técnico, mas a mesma torcida. A mesma torcida capaz de dobrar gigantes com seu grito, capaz de incendiar o coração dos que vestem o manto azul, preto e branco. O Cruzeiro vai tremer e vai cair. Será numa noite fria de julho, cortada pelo vento dos pampas, o mesmo vento frio das grandes conquisas da América. Eu acredito, eu sou Imortal.
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