Saudações Tricolores.Há tempos este Mosqueteiro tem uma opnião formada sobre os comentaristas de arbitragem, especialmente os jornalistas que fizeram um cursinho de árbitro para aprender - digamos - o vocabulário e um pouco das regras. Mais proveito teriam se tivessem jogado um pouco mais de futebol com os amigos, fosse Futsal, Socitey ou Campo ( este cada vez mais raro ). Quem joga bola acaba aprendendo a regra, ou melhor, o que pode e o que não pode. É institivo. Mão, falta, pênalty. foi gol ou não foi. É só isso. Me poupem os ouvidos daquela papagaida como "situação de gol clara e manifesta" ou então "o uso excessivo da força" (expressões ensinada pelo Renato Marsiglia, justiça seja feita). É muito tralalá e na maior parte dos casos, o comentário é desnecessário e redundante com a imagem. Mas o pior mesmo é errar no replay. Errar ao vivo a gente até adimite, mas errar vendo a imagem e tentar passar o 171 no expectador, aí beira a safadeza. Só posso atribuir isso a um corporativismo(*) da categoria, embora haja aqui um elemento importante, pois o jornalista não deveria ser engajado na causa da arbitragem. Infelizmente, uma vez que o jornalista fez o tal cursinho, ele está irremediavelmente comprometido, foi tocado pelo lado negro da força e perdeu completamente a isenção. Então, por isso, prefiro os ex-árbitros como comentaristas. Todos, repito, todos, são muito menos complacentes e comprometidos com seus ex-companheiros de apito. Pelo contrário, devem sentir um prazer quase carnal em poder sentar o pau e soltar o verbo. Oscar Roberto Godói é um bom exemplo. Não lembro de um erro expressivo dele quando apitava nos anos 90, mas como comentarista esportivo é um talento. Outro que fez história foi Armando Marques (o mesmo da comissão de arbitragem da CBF), comentava arbitragem de jogos na Manchete em 93 e - acreditem - atropelava o narrador com um berro: - faaaaltaaaaaa... ou pêêênaltyyyyyy... era um barato. E adivinhem ? Acertava muito mais na cabine do que quanto esteve dentro de campo !! J Então - caro leitor - conforme-se que o jornalista-juiz somente vai concordar com você (e não com o árbitro) quando o erro for bisonho demais, daqueles que até a sua avó seria capaz de reprovar.
* Na foto, um bom exemplo do significado prático da palavra corporativismo.









