Saudações Tricolores. Por razões, quero crer, alheias a vontade da Direção Tricolor, estaremos inciando 2010 em litígio com um dos nossos melhores valores: Maxi Lopes. Em um ano que deve ser esquecido, Maxi foi uma afirmação, uma grata afirmação, eu diria. De 2009 fica apenas a vitória do Grenada do Centenário, no qual sua atuação foi decisiva. Além disso, em tantos outros jogos, Maxi mostrou sua força e sua empatia com a torcida. Desnecessário dizer mais sobre sua importância para a montagem de um time forte para 2010.Eu esperava um ataque com Jonas e Maxi para começar o ano com força máxima (literalmente), já no primeiro jogo. Mas já não sei se vai ser possível, pois não existe contrato com o jogador para 2010 e ninguém tem certeza nem se ele vai se apresentar com o restante do grupo em janeiro.
Somente posso creditar a falta de grana, falta de planejamento, de PROVISIONAMENTO, ou mesmo falta de CONVICÇÃO, que os homens da direção não tenham acertado isso tudo - no máximo - no dia em que acabou o Brasileirão. Que me desculpem os dirigentes tricolores, mas foi mais um episódio de lamentável má gestão.
Deixaram para os 45 do segundo tempo, através de um depósito judicial, com a justiça em RECESSO, tendo que explicar à juíza de plantão que se tratava de matéria urgente.
Neste cenário, já nem sei o Grêmio está interessado na permanência do Maxi Lopes ou apenas em faturar com a sua venda. Talvez por julgar inevitável sua ida, queriam tão somente lucrar com o negócio. Esta é uma das possibilidades.
De qualquer forma, jogadores de futebol tem seus egos, empresários, interesses. Aliás, o que não praticamente não existe mais é jogador de futebol mal-assessorado. Bem pelo contrário, são muito bem assessorados, por empresários ou procuradores conectados com o mundo todo, que recebem propostas do Cazaquistão, Japão, das Arábias e da PQP. Propostas verdadeiras, algumas, outras nem tanto, que servem para valorizar suas renovações e aumentar salários em meio a contratos firmados.
Este jogo está - há muito - desequilibrado. Porque do lado dos clubes, o que mais se vê são dirigentes boca-abertas, despreparados, que só querem terceirizar o futebol. Gerenciar os jogadores é uma arte em extinção.
Raul Regis de Freitas Lima, hoje Presidente do Conselho Deliberativo do GFPA (com méritos), foi um desses "artistas". Adesvaldo José de Lima, o Lima, ex-centroavante do Grêmio (também Operário/MS e Corinthians) nos anos 80, foi seu calvário. Mas enquanto esteve sob sua "jurisdição", Lima foi ídolo, goleador e algoz da macacada.
Sempre que o Grêmio foi vitorioso, havia uma direção de futebol que realmente "dirigia" o futebol, com conhecimento de causa.
O Grêmio precisa mais do que um bom lateral esquerdo, um volante de contenção ou um centroavante, é um Vice-Presidente de Futebol com culhões. Daqueles que chuta o balde na entrevista, incendeia a torcida, comanda o vestiário. Este é o meu desejo sincero para 2010. (Na foto, Cacalo, que não quer mais saber de comandar vestiário, mas que nasceu para o cargo).
Aos amigos, leitores, gremistas, desejo também um 2010 repleto de realizações.
Mosqueteiro.




