quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Caso Maxi Lopes e um Desejo para 2010

Saudações Tricolores. Por razões, quero crer, alheias a vontade da Direção Tricolor, estaremos inciando 2010 em litígio com um dos nossos melhores valores: Maxi Lopes. Em um ano que deve ser esquecido, Maxi foi uma afirmação, uma grata afirmação, eu diria. De 2009 fica apenas a vitória do Grenada do Centenário, no qual sua atuação foi decisiva. Além disso, em tantos outros jogos, Maxi mostrou sua força e sua empatia com a torcida. Desnecessário dizer mais sobre sua importância para a montagem de um time forte para 2010.

Eu esperava um ataque com Jonas e Maxi para começar o ano com força máxima (literalmente), já no primeiro jogo. Mas já não sei se vai ser possível, pois não existe contrato com o jogador para 2010 e ninguém tem certeza nem se ele vai se apresentar com o restante do grupo em janeiro.

Somente posso creditar a falta de grana, falta de planejamento, de PROVISIONAMENTO, ou mesmo falta de CONVICÇÃO, que os homens da direção não tenham acertado isso tudo - no máximo - no dia em que acabou o Brasileirão. Que me desculpem os dirigentes tricolores, mas foi mais um episódio de lamentável má gestão.

Deixaram para os 45 do segundo tempo, através de um depósito judicial, com a justiça em RECESSO, tendo que explicar à juíza de plantão que se tratava de matéria urgente.

Neste cenário, já nem sei o Grêmio está interessado na permanência do Maxi Lopes ou apenas em faturar com a sua venda. Talvez por julgar inevitável sua ida, queriam tão somente lucrar com o negócio. Esta é uma das possibilidades.

De qualquer forma, jogadores de futebol tem seus egos, empresários, interesses. Aliás, o que não praticamente não existe mais é jogador de futebol mal-assessorado. Bem pelo contrário, são muito bem assessorados, por empresários ou procuradores conectados com o mundo todo, que recebem propostas do Cazaquistão, Japão, das Arábias e da PQP. Propostas verdadeiras, algumas, outras nem tanto, que servem para valorizar suas renovações e aumentar salários em meio a contratos firmados.

Este jogo está - há muito - desequilibrado. Porque do lado dos clubes, o que mais se vê são dirigentes boca-abertas, despreparados, que só querem terceirizar o futebol. Gerenciar os jogadores é uma arte em extinção.

Raul Regis de Freitas Lima, hoje Presidente do Conselho Deliberativo do GFPA (com méritos), foi um desses "artistas". Adesvaldo José de Lima, o Lima, ex-centroavante do Grêmio (também Operário/MS e Corinthians) nos anos 80, foi seu calvário. Mas enquanto esteve sob sua "jurisdição", Lima foi ídolo, goleador e algoz da macacada.

Sempre que o Grêmio foi vitorioso, havia uma direção de futebol que realmente "dirigia" o futebol, com conhecimento de causa.

O Grêmio precisa mais do que um bom lateral esquerdo, um volante de contenção ou um centroavante, é um Vice-Presidente de Futebol com culhões. Daqueles que chuta o balde na entrevista, incendeia a torcida, comanda o vestiário. Este é o meu desejo sincero para 2010. (Na foto, Cacalo, que não quer mais saber de comandar vestiário, mas que nasceu para o cargo).

Aos amigos, leitores, gremistas, desejo também um 2010 repleto de realizações.
Mosqueteiro.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal do Mosqueteiro


Pessoal, vem copiado do site dos Geraldinos o melhor papai-noel gremista de todos os tempos. Que assim seja para eles, um 2010 atormentado pela nação azul.

Aos tricolores, um final de ano de renovadas esperanças para um 2010 cheio de paz, saúde e prosperidade, especialmente, com grandes e inesquecíveis vitórias.

Obs: Este Mosqueteiro teve a honra de ver seu blog inserido no Blogrêmio. Baita presente de Natal !

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Relembrando a Batalha dos Aflitos

26 de novembro de 2005 entrou para história do futebol. Todos nós temos uma história para contar, sobre como este jogo nos afetou. Em homenagem a esta data, hoje reproduzo aqui a história do meu amigo e advogado, gremistão dos quatro costados, Dr. Nicola Streliaev Centeno. Ele é daqueles que, como eu, não perde a chance de fazer uma foto com a tricolor em algum lugar do planeta terra. Olha ele aí em Paris !

"No dia 26/11/2005, o Grêmio estava entrando para a história como o maior clube do futebol mundial de todos os tempos, sem exagero. Pois título brasileiro, muitos têm. Libertadores, outros tantos (inclusive a LDU, Once Caldas e Eles). Mas a Batalha dos Aflitos, só um: o Imortal Tricolor. Pois bem.

Moro em Porto Alegre há oito anos (não por acaso, pois vim morar aqui por causa do Grêmio) e, naquele dia, fui assistir ao jogo na casa de meus sogros, em Pelotas, minha cidade natal. Como meu sogro, o Joca, recém convalescia de uma angioplastia, estava em recuperação na Santa Casa de Misericórdia de Pelotas junto com minha sogra, a Lelene, pois não foi liberado para ver o jogo em casa (o médico, agora sabemos, prevera as intensas emoções que estavam reservadas para os gremistas e preservou o coração do Joca). Então eu, minha namorada (Mercedes), cunhada (Elisa) e o namorado da Elisa e meu melhor amigo (Lizandro, mais conhecido como Bugu) fomos assistir à decisão na casa dos sogros.

O primeiro tempo, à exceção do pênalti perdido pelo Náutico, não guardou maiores emoções. Assim, no intervalo as gurias resolveram trocar a final (até então aparentemente entediante) e foram fazer compras.

Pobrezinhas, mal sabiam que com aquela singela atitude, aquela inocente opção, perderiam o ápice da história do futebol, esporte este que passou a ter dois períodos históricos: o pré e o pós-Batalha dos Aflitos. Mas como final é final, eu e o Bugu, inadvertidamente, acabamos tomando durante o primeiro tempo todas as cervejas que havíamos comprado para o jogo.

Iniciado o segundo tempo, o jogo continuou no mesmo ritmo, até que sobrevieram a expulsão do Escalona, o pênalti (segundo), as demais expulsões, a invasão ao campo e tudo mais.

Durante a paralisação da partida, minha reação foi, igualmente, a de ficar estático, paralisado, descrente e resignado. O Bugu, por seu turno, bradava: — Vamos tirar o time de campo! Vamos decidir no tribunal!

O problema é que sou advogado e sabia que se a questão fosse para os tribunais desportivos fatalmente seríamos derrotados.

Naquela altura, como a cerveja havia acabado, estava calor para avançarmos sobre a adega dos sogros e não somos muito do uísque, não nos restou outra alternativa: abrimos uma garrafa de cachaça e misturamos com refrigerante. Ou seja, o famoso samba (pobre fígado!).

O jogo recomeçou e quando o Galatto defendeu o pênalti, o Bugu, ensandecido, foi para a sacada urrar contra os vizinhos colorados. Gritava, o Bugu, feito doido empilhando palavrões e, de tanto apertar, rasgou a gola da camiseta tricolor.

Eu, não conseguindo acreditar no que via, ajoelhei-me em frente à televisão e não consegui gritar outra coisa senão:

— Não acredito, é melhor do que o Mundial! Não acredito, é melhor do que o Mundial!

E assim os segundos foram passando, o Bugu continuava a gritar palavrões na sacada e minha visão ficou turva, tamanha a quantidade de sangue (azul, é claro) que estava circulando intensamente no meu corpo e na minha mente. Pois quando a visão começou a voltar, pouco mais do que um minuto após a defesa do Galatto, vi o que ninguém poderia prever, o inimaginável: mesmo com quatro jogadores expulsos, o Andershow invadiu a área do Náutico e estufou as redes.

Nisso o Bugu estava recém voltando da sacada, sem voz, e quando fitou novamente a TV viu a bola entrando no gol do Náutico.

A redenção! A emoção é inenarrável, mas o que fizemos a partir dali foi passar na casa de outro amigo, o Cremonti, e irmos para a Av. Bento Gonçalves comemorar com uma multidão jamais vista na história da cidade. Quando parei em frente ao conhecido Altar da Pátria, vi uma massa humana pulando uniforme e loucamente. E não resisti: coloquei o hino do Grêmio no rádio no máximo volume e subi no teto do carro, vendo milhares de pessoas cantando o hino do Imortal. Pulei que nem criança no pula-pula e, obviamente, amassei todo o carro.

Após sairmos da Av. Bento Gonçalves eu, o Bugu e o Cremonti, ainda tomados pela emoção (que em verdade perdura palpitante até hoje e, por certo, manter-se-á para o resto das vidas de todos os gremistas que viram aquilo, exceto as nossas gurias, que foram fazer compras), fomos até a Santa Casa, onde meu sogro estava se recuperando.

Cegos pela conquista, invadimos o hospital de joelhos e, ignorando as famosas fotos de enfermeiras pedindo silêncio, adentramos no quarto do Joca, recém operado, gritando "Grêêêmio, Grêêêêmio, Grêêêmio".

O hospital parou. Bem, depois daquela emoção toda, no dia seguinte fui na concessionária para orçar o conserto do teto do meu carro e, sem lamentar o "suposto" prejuízo, lembrei-me do dia anterior e pensei: um gremista jamais pode deixar de ver um jogo do Grêmio, seja qual for o compromisso, ainda mais para ir às compras (!), pois o Grêmio sempre reserva algo inesperado, inédito, emocionante.

A propósito, o médico deveria ter se tornado referência na medicina mundial, já que o Joca, gremistão, não resistiu e driblou as suas recomendações ouvindo o jogo na Gaúcha, e isso provou que a angioplastia foi um verdadeiro sucesso: o coração do Joca aguentou a emoção da Batalha dos Aflitos!"
De fato amigo Nicola, Batalha dos Aflitos não é um título que algum outro clube pode conquistar. É um evento, uma emoção e um fato histórico. E história não se cria no departamento de marketing.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Verdades sobre o Projeto Arena.


Saudações Tricolores. Helio Sassen Paz. Veio dele o melhor e mais auspicioso texto sobre a Arena Tricolor. Está em seu blog ( clique aqui ) e é leitura obrigatória de todos nós, Gremistas.

Em meio a uma enxurrada de textos raivosos ou catastróficos e do desserviço prestado pelos profissionais da imprensa-vermelha, finalmente podemos ver um texto mais técnico, destituído de paixonites e onde o achismo foi substituído por informações colhidas nas fontes oficiais.

Especialmente sobre o quesito imprensa, onde este Mosqueteiro costuma volta e meia apontar seu florete, Helio Paz nos brinda com esta pérola:

"A imprensa mente, distorce, omite, ignora, informa mal e não possui interesse nem capacidade de traduzir a informação técnica necessária à compreensão do torcedor. Assim como nas questões política e econômica é mais do que certo de que o pior jornalismo do país é o gaúcho, o mesmo se reflete no esporte. "

Helio Paz, obrigado por ter traduzido meu sentimento com tamanho brilhantismo e objetividade.

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