Saudações tricolores. Com esse simbólico título, este Mosqueteiro aqui sintetiza o resultado desta nefasta temporada.Uma temporada marcada por um grande nada.
Alguns dirão que este é um ano para se esquecer. Discordo. Com veemência até. Este é um ano para ser lembrado. Somente assim poderemos sair desta espiral descendente em que estamos metidos. A espiral do quase.
Já faz um tempo que o Grêmio, na prática, não postula mais do que o título regional. Que me perdoem os orgulhosos e arrogantes Gremistas da velha guarda. Aqueles que dizem que o Grêmio é candidato a disputar o título em todas as competições que participa. A não ser que disputar não seja sinônimo de vencer. Aí, concordo, pois é justamente o que tem acontecido.
Estamos reduzidos a idéia de que uma vaga na Libertadores é um pseudo-título, uma semi-conquista. Em breve teremos Troféus para celebrá-la, com direito a festa da Goethe. E mesmo a tal vaga na Libertadores não parece oferecer ao Grêmio mais do que a chance de outra disputa, na condição de mero coadjuvante. Logo seremos também considerados uma zebra.
O deserto árido da temporada 2011 é apenas a materialização do ápice dessa mentalidade medíocre, arrogante e simplória, em que a camisa e a torcida são mais valiosos que um bom time e um bom treinador. E já foi o tempo em que a pindaíba era a justificativa para tanto. Hoje o Grêmio gasta mensalmente um valor expressivo, mas não gasta bem.
Assim, a nós torcedores, SOBRARAM apenas as migalhas: uma ou outra vitória isolada, a dignidade de não brigar para fugir do rebaixamento e o consolo de ver o Grêmio dar um banho no Campeonato das Obras.
Não é mesmo um ano para ser lembrado?
1 comentários:
A maior derrota que o Grêmio sofreu em 2011 não foi em campo: foi no dia em que o conselho desistiu de apurar o caso ISL, inocentando um ex-presidente acusado de lesar o próprio clube. Presidente que, não por acaso, presidia o clube na época da saída do mercenáR10, quando o Grêmio ficou a ver navios. Sério, depois disso como é que se vai reclamar da gestão do Odone? Com que moral alguém vai cobrar atitudes do presidente diante de uma maioria que decide não saber para onde o dinheiro da instituição foi parar? E quem elegeu esses conselheiros faz o quê? Será que alguém acha que isso estimula as pessoas a se associarem? Quem é que vai pôr o seu dinheiro todo mês num clube que não investiga um caso de malversação de verbas como esse? Porque a conseqüência desse caso não foi apenas inocentar o ex-presidente: foi passar a senha da impunidade para casos futuros, naquela troca de favores que logo serão cobrados diante de uma nova investigação.
O problema do Grêmio hoje é muito maior que a zaga, o ataque ou o técnico. Porque reclamar do Roth, do Rafa Marques ou do Brandão é fácil; difícil é excluir certas práticas e pessoas das decisões do clube. E sem isso o Grêmio vai continuar nessa espiral do quase, gastando mal e na base do “bruxismo” para gerir o futebol.
Postar um comentário