terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bem vindo Caio Junior


Saudações Tricolores. Caio Junior, ou Luiz Carlos Saroli, pode não trazer consigo um Curriculum vitorioso. Ou até de grande expressão. Já não se pode compará-lo ao Paulo Autori, o que para este Mosqueteiro, é uma vantagem. Neste sentido, Caio Junior também nem é é tão neófito quanto Felipão ou Tite, quando dirigiram o Grêmio.

Aos 46 anos, Caio Junior projetou-se no cenário dos técnicos do Brasil com uma incrível vitória sobre o Corinthias em 2005, comandando o CIANORTE do Paraná: 3 a zero no jogo de ida pela Copa do Brasil. Timão que contava com Tevez e Mascherano, dentre outras estrelas. No jogo de volta, em SP, o CIANORTE levou 5 a 1, perdendo a classificação por apenas 1 gol. Um ano depois, comandando o Paraná Clube, alcançou a quinta colocação no Brasileiro, classificando o clube para sua primeira Libertadores. Tal feito o levou ao Palmeiras, no final do ano.

Em 2007, fez um bom trabalho no Verdão, mas o time não conseguiu a tão sonhada vaga para a Libertadores, determinando sua saída. Neste ano, ganhou o título de Melhor Técnico do Brasileiro.

Em 2008, a frente do Goiás, não teve uma passagem muito exitosa. Seu time foi desclassficado pelo Corinthians na Copa do Brasil e não conseguiu vencer o Campeonato Goiano, que foi vencido pelo Itumbiara. Neste ano, foi contratado pelo Flamengo que estava abalado pela derrota frente ao América do México na Libertadores e buscava reestruturar-se. Durante o Brasileirão, Caio Junior comandou uma razoável campanha do Flamengo, porém a quinta colocação tirou-lhe a vaga da Libertadores, ocasionando sua dispensa ao final do campeonato.

Em 2009, esteve no Japão e depois no Qatar, onde permaneceu por 2 anos, retornando ao Brasil em 2011 para assumir o Botafogo. Como todos sabem, foi dispensado após uma sequencia de maus resultados na reta final do campeonato, o que somente fez piorar a situação do Fogão após a sua saída.

Caio Junior retorna ao Estádio Olímpico, onde atuou como jogador de 1985 a 1987, chegando a atuar ao lado de Renato Portaluppi. Foi Tri-Campeão Gaúcho e artilheiro do Gauchão em 1985.

2012 começa para o Grêmio com perspectivas e possibilidades positivas, muito mais do que começaria se o clube tivesse renovado o contrato com Celso Roth. Com bons reforços e algumas boas escolhas da base, o Grêmio pode novamente ter um técnico fechado com a sua torcida.

3 comentários:

Professor Gadomski disse...

E aí mosqueteiro. Que o Caio traga muitas vitórias e títulos para o nosso Tricolor. Um abraço. Convido você a conhecer meu blog: http://professorgadomski.blogspot.com

Anônimo disse...

Legal esse levantamento da carreira do Caio Jr. enquanto técnico. Eu me lembrava dele ter levado o Paraná a Libertadores e de quase ter chegado lá com Palmeiras e Flamengo. Sobre o trabalho dele no Botafogo, acho que ele estava tirando leite de pedra com aquele elenco. Alguém pode falar da queda de rendimento do time na reta final do campeonato, mas o mais incrível é que o Botafogo tenha chegado a disputar vaga na Libertadores com Fábio Ferreira , Somália e Herrera no elenco. O que nos leva a outra conclusão meio óbvia: não adianta trazer um treinador se o time não tiver um mínimo de qualidade em todas as posições. Eu nem falo em ter um time e um banco do mesmo nível, mas que pelo menos o técnico possa olhar pro banco durante o jogo e ter alguma opção para mexer o esquema numa hora difícil. Seja como for, creio que pelo menos veremos o Grêmio começar um jogo com dois atacantes, o que já será uma baita evolução em relação a 2011.

As lições desse ano precisam ser aprendidas para 2012. Se o clube (direção, técnico e jogadores) não tiver um objetivo definido entre si, veremos o 1º semestre de 2011 se repetir. E o Caio Jr. vai precisar de um tempo para mostrar serviço, e o time para aprender suas idéias. Até o início da Copa do Brasil (março, se não me engano), não adianta esperar que o Grêmio esteja jogando o fino da bola, mesmo porque os adversários não serão parâmetro para o que está por vir. Aliás, uma das poucas boas idéias de 2011, quando o Renato quis usar um time misto ou reserva para os jogos fora do Olímpico no ruralito, foi logo atacada sob o argumento de que “o técnico é pago para treinar o time aonde for”. E nós vimos como isso terminou. Por isso a prioridade precisa ser estabelecida desde já: ganhar a CB. O ruralito pode servir para dar um ritmo de jogo, testar jogadores e esquemas, mas o título a disputar é outro e bem mais difícil.

Vamos esperar para ver quem chega e que sai do plantel. Por mim, até que o sujeito não seja apresentado à imprensa depois de assinar com o clube (e não antes, como costuma acontecer) eu não vou me pronunciar a respeito. O certo é que a lista de dispensas será grande, e imagino que ao menos uma ou duas contratações de destaque devam ser anunciadas ainda este ano. O principal é que um grupo esteja definido até a estréia na Copa do Brasil, daqui a mais ou menos uns três meses. Parece muito tempo, mas para entrosar um time com um esquema de jogo e entre os próprios jogadores três meses não são muita coisa. E quem se adiantar nisso vai levar vantagem sobre os outros, mesmo sem ter um mega elenco. Aguardemos e torcemos, porque 2012 vai ter que ser melhor que 2011 de qualquer jeito, nem que seja na marra.

Guardando forças pro ano que vem,

Tiago.

Um por Todos disse...

Tiago,
Obrigado pelo ótimo comentário. Concordo contigo que o Gauchão poderia ser utilizado para montar o time, testar esquemas e tal. Mas tamanha é a ânsia por títulos que vão entrar para ganhar, com risco de quebrar jogadores, jogos na grama sintética e tal. Esse talvez seja o diferencial, passar o Gauchão sem ninguém importante lesionado. No ano passado, o Victor se lesionou no Zequinha, lembra ?
De qualquer forma, o que esperamos é que eles tenham realmente aprendido com os erros e que 2012 tudo seja muito melhor.
Abração,
Mosq.

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