segunda-feira, 30 de maio de 2011

3 em 1


Saudações Tricolores. Por motivos profissionais, andei ausente do blog mas consegui manter-me razoavelmente na rede através do twitter. Pois começamos o Dilmão´11 com uma derrota em casa. Preocupei-me mais pela forma do que pelo resultado, afinal, perder para o Corinthians, mesmo em casa, não chega a ser uma coisa de outro mundo. Pontos corridos com 20 clubes é equilibrado. O que me deixou - de novo - injuriado, foi perder depois de estar ganhando, pois mais uma vez o time não soube segurar o resultado, nem mesmo um empate. Então, eis que ontem obtivemos um resultado surpreendente. Pela formação que havia disponível para o momento e também pelo fato histórico de que ganhar do CAP na Arena é quase como ficção científica para o Grêmio. Em que pese o gol ter sido contra e Victor ter feito 3 grandes defesas, a zaga esteve firme e o meio de campo foi compacto.
A derrota em casa precipitou uma série de especulações sobre contratações, mas não pensem que todas as negociações e nomes apareceram do nada ao encerramento do jogo. Já eram nomes que estavam sendo trabalhados pelo Futebol do Grêmio, porém as coisas foram aceleradas para dar um alento ao torcedor. Mesmo que os reforços ainda demorem um bom tempo para efetivamente entrarem em campo. Então esta vitória de ontem foi um grande resultado para nos manter na disputa até que o Renato possa remontar o time para o resto do ano.

Este Mosqueteiro não quer o Grêmio como candidado ao título, ao menos não agora. Quero mesmo como um franco-atirador. Vamos como zebra, correndo por fora. Acho que é até bom que o torcedor torça desconfiando. Talvez com uma campanha intermediária nas primeiras rodadas e com um acréscimo de qualidade, possamos fazer um bom campeonato e chegar na ponta ao final. Quero mais é que ninguém nem cite o Grêmio exceto como um potencial postulante a uma vaga na Libertadores em 2012.

Mudando o tema, sobre a redução da tal Cláusula de Barreira, vejo como algo positivo. Não estou convencido da CB Zero, creio que o clube seria um verdadeiro eletrocardiograma, podendo ter uma gestão excelente e logo após um desastre completo. Também acho que favorece a força do maior poder econômico de um determinado candidato e poderíamos ter mais candidados do que temos para eleição de vereador em Porto Alegre. Mas também respeito os amigos que pensam que a CB Zero pode existir com alguns mecanismos de controle. Ainda assim, a votação terá que ser aprovada na Assembléia Geral do Clube.

Destaque negativo desta votação, ao meu ver, foi o comportamento de alguns Conselheiros que se retiraram antes do final, sem falar nos outros que sequer compareceram. Espero ainda ver um conselho forte, atuante e unido, com opiniões divergentes mas sem inimigos políticos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A César o que é de César


A derrota é muito mais pródiga na produção de teses do que a vitória.

Nas últimas horas, ouvimos um sem número de teorias, afirmações e críticas. Ao derrotado, todas são - numa primeira análise - justas.

O torcedor em grande parte direcionou suas maiores críticas para a direção, com os mesmos argumentos utilizados para crucificar a gestão Duda kroeff. Aqui eu gostaria de sugerir a todos um ponto de reflexão, pois o pensamento mágico de que a simples troca do Presidente resultaria em títulos mostrou-se frágil. E como é chato ver que não são muitos que o elegeram que ainda resistem nas suas convicções. Na hora ruim, Odone e Cia são mais responsáveis do que aqueles que entraram em campo no domingo. Mas será mesmo ?

Odone não soube escapar das perguntas e ao citar os Aflitos atraiu para si esta ira da torcida. Mas falar ou não falar dos Aflitos não nos fez mais ou menos vencedores.

Desde a chegada do Renato, grande parte dos nossos blogs foi tímido nas críticas abertas ao time, inclusive este. Mas hoje nada me convence que o Grêmio não tinha a obrigação de levantar esta taça, decidindo em casa e com a vantagem do jogo anterior. E pior ainda, tendo saído na frente no marcador. Falando de futebol, foi uma vergonha. Não conseguimos fazer o que o Penharol fez contra o mesmo adversário, no campo deles: apenas segurar o resultado por 40 minutos. Pois não seguramos o 1 a 0, o 1 a 1, e o 1 a 2.

Aos 24 minutos do primeiro tempo, a torcida entoava um olé constrangedor para o colorado e temerário aos meus olhos. Neste momento, alguns jogadores resolveram que o jogo havia se transformado em uma exibição de malabarismos, toques de letra e jogadas de exceção. Levamos dois gols por culpa única e exclusiva da auto suficiência, do time e do treinador. E mesmo perdendo, resolvemos que jogar pelo regulamento seria uma coisa menor. Preferimos perder jogando bonito e ignoramos a história do Grêmio. Vimos um time perder em vibração e só acordar para isso quando Inês era morta. Ir para os pênaltis já era – para este Mosqueteiro – uma vergonha.

O time ( e não a direção ) abdicou da catimba, da cera, do anti-jogo e da falta. Se fosse para apatifar o jogo e sair campeão (talvez tivesse sido mesmo o único jeito de ganhar), seria apenas mais um jogo feio, ao melhor estilo das conquistas tricolores. Ou alguém vai me dizer que o normal na vida do Grêmio é ganhar com um chocolate ? Eu lembro apenas da última Copa do Brasil, de resto foram vitórias na base da superação.

Renato, meu grande ídolo, é tão parte nesta derrota, quanto foi nas vitórias. Colocou seu time na final com uma vantagem gigantesca, mas fracassou ao permitir a dominação colorada sem reagir e mudar o time, como tantas vezes o fez ainda no primeiro tempo.

Dizer que perdemos nos pênaltis por falta de sorte é simplificar demais o que aconteceu.

Falar que perdemos pelo azar do Victor ou do gol perdido pelo Viçosa é querer tapar o sol com a peneira. Aliás, nem era preciso fazer qualquer gol no domingo. Bastava ser o velho Grêmio. Falcão colaborou, o Renan colaborou e ainda assim entregamos o Grenal mais fácil dos últimos anos. E por culpa única e exclusiva do treinador e dos jogadores. Não foi culpa do Odone, nem do Vicente, nem do Conselho. O que decidiu tudo foi o que aconteceu DENTRO do campo.

Faltaram reforços ? Pois sim. Os mesmos jogadores vergaram o adversário na semana anterior, sem o apoio do estádio lotado.

Faltou mesmo foi ser o Grêmio.

Espero que ao menos para o consumo interno, que este grupo assuma esta dívida com a torcida e nos pague em dobro na próxima competição.

* Na foto do Ducker, o momento onde o jogo deveria ter acabado. Bola pro mato, que o jogo é de campeonato.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

As fases do Luto

Primeiro vem a RAIVA: Sentimento primitivo, que quer se libertar de dentro do corpo através de algum frenesi de chutes, socos ou gritos guturais. Depois é a NEGAÇÃO: Não pode ser, não tem explicação. Não dá para perder depois de ter feito 1 a zero. E porque não jogou o Grohe que não treme nos Grenais ? Porque o Victor fez aquele Pênalti sem necessidade ? E se o esquema não fosse tão ofensivo? e se... Depois vem a NEGOCIAÇÃO: Eles não eram tão ruins, o time deles tem qualidade. Eles tem grupo. Foi nos Pênaltis, afinal. A outra fase é a da CULPA ou DEPRESSÃO: Com esse time não dá mesmo. Quem mandou a gente gritar olé aos 24 do primeiro tempo. Eles fizeram festa no Olímpico. Merda de direção que não sabe contratar. Troca tudo, manda 23 embora, derruba o vice de futebol e até o Odone, que a torcida mesmo colocou no poder.

Só então é que vem a ACEITAÇÃO. Não da derrota em si, mas em cima dos fatos que nos levaram a entregar ( sim, entregar ) esse que foi o Ruralito mais ganho dos últimos anos depois da vitória no Aterro. Mas esta análise deve passar não apenas nos fatos isolados da partida. São coisas de base, que vão da política interna do Grêmio até as escolhas do vestiário, passando, obviamente, pelos cofres do clube e sua capacidade de investimento.

Vale também, aos que tanto criticavam a gestão anterior, uma tremenda mea-culpa. No pensamento mágico de que Duda Kroeff era o culpado-mor da falta de títulos, já perdemos 2 em 2011. Que então seja esta a principal lição, que futebol é um esporte coletivo, não apenas dentro de campo, mas até dentro do Conselho. Que a sustenção do clube deve se dar por todos os seus segmentos, sejam amigos de A ou B, afilhados políticos do cacique doble ou da mãe do badanha.

O Grêmio tem que achar sua unidade, não apenas dentro de campo.

Ratings and Recommendations by outbrain