segunda-feira, 25 de julho de 2011

Uruguai, dentro e fora do campo!

Saudações Tricolores. Pois ontem os nossos amigos uruguaxos coparam. E Toda imprensa esportiva, sem exceção, entoou cânticos de louvor e glória ao "renascimento" da Celéste Olímpica, etc e tal. Incrível como atualmente é cada vez mais fácil o sujeito esquecer as suas próprias palavras e se bandear para o lado que o vento sopra.

Há pouco tempo atrás, o Uruguay era, futebolisticamente falando, alvo do desprezo e da chacota dos comentaristas esportivos que, por increíble coincidência, são os mesmos que cantam em prosa e verso as habilidades malabarísticas dos nossos focas: Robinho, Neymar, Pato e cia.

Suáres e Forlan despontam em um time de operários sem vaidade, que envergam uniformes sem patrocínios, que dão entrevistas descabelados, sem parecerem que estão escolhendo o melhor ângulo para a foto. Lugano, Cáceres, Pérez ( sim, Pérez ), não estão preocupados com o sorriso colgate na hora da entrevista. Arévalo e Álvaro Pereira também não se abraçam sorrindo quando o Uruguai perde um gol.

Loco Abreu empresta a pequena dose de folclore, tão necessária.

Mas as diferenças vão além do campo de jogo.

Enquanto ao Uruguai já se basta "serem uruguaios" o Brasil precisa alugar suas cores para uma coleção de logotipos maior que os de um carro da Fórmula 1. Morra de inveja, Bernie Ecclestone: Nike, Vivo, Ambev, Itaú, TAM, Gillette, Grupo Pão de Açúcar e Volkswagen. Não sei se esqueci alguém...

O Brasil, tudo indica, só não terá uma nova edição do Maraanasso em 2014 porque não podemos ainda afirmar que a final da Copa será no Maracanã ou em alguma Arena que será construída e que vai levar a final por força de algum "naming righits", termo da moda por aqui, que nada mais é do que o apelido do estádio que foi abraçado por um patrocinador. Tipo aquele lance das empresas adotarem uma praça para colocar uma plaquinha, só com mais dinheiro envolvido. Aliás, muito menos podemos afirmar que o Brasil estará na final.

Mano Menezes foi uma escolha cirúrgica para emprestar um pouco de seriedade neste circo milionário e descompromissado com o futebol chamado Seleção Brasileira. Tal qual foi Dunga. Parece que os çábios da CBF já se deram conta que para tocarem seus projetos, precisam de um treinador gaúcho, bem intencionado, sério e a fim de entrar para história. Isso lhes assegura um quê de tranqüilidade para assinarem seus contratos. Basta repassar ao técnico, quem sabe, algum comercial de cerveja.

Aos amantes das tradições do belo futebol-arte brasileiro, promessas de grandes penteados, muito glamour e malabarismos até vencermos a Copa das Confederações com uma atuação de luxo e entregarmos a Copa para alguma seleção de operários sem vaidade e muito bem comandados, dentro e fora do campo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mais do Mesmo

Saudaçōes Tricolores. Excesso de trabalho tem dificultado a atualização deste blog, ainda bem que existe o twitter...

De qualquer forma, estava devendo uma análise mais detalhada do Grêmio sob a jurisdição do Julinho Camargo.

Pois bem. Passados 3 jogos, dois deles fora de casa, creio que já é possível perceber que algumas coisas mudaram.

Me parece que o novo treinador tem um grande potencial, talvez até esteja acima do material humano que lhe foi disponibilizado. Ele impôs uma organização tática que o time carecia. Dá mostras de que ninguém se escala por bruxismo ou no carteirasso. Com isso tirado e cima da mesa, sobram apenas as qualidades ou defeitos técnicos dos nossos jogadores.

Os passes errados estão em um nível varzeano. Me dão a impressão que executam os lances sem o menor capricho. Gilberto Silva é uma exceção. Claro que apregoamos um futebol força, uma pegada. Mas com a bola no pé, façam o favor de caprichar. Eu teria vergonha em ganhar um salário desse tamanho e errar passes de 3 metros. Miralles não é o salvador da pátria, ao menos não mostrou ainda esta vocação... Trata-se de um sujeito forte, esforçado e que fala castelhano, bastando para ser idolatrado. Mas não representou um grande acréscimo ao que fez Junior Viçosa, especialmente no Gre-nal do aterro.

Noves fora, a saída do Renato trouxe à tona mesmo que o elenco do Grêmio só dá para o gasto. Eu nunca tive iusões de que o Grêmio, depois de fracassar no Ruralito, fosse brigar pelo título. E acho que no andar da carruagem, estaremos no máximo numa Sul Americana.

Culpa da direção ou da baixa capacidade de investimento? Dizem que a folha é alta, que com este valor dava para montar um time melhor... Mas é fato que qualquer pereba ganha uma grana alta... Cabe a quem assumiu, achar as soluções.

E assim vamos em frente, falando da Arena, do site, do ranking. Cada vez me convenço mais de que nossa única possibilidade de um título de alguma expressão é a Copa do Brasil.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Jogai por nós Marcelo, nós confiamos em ti.


Maldito é o goleiro. No lugar onde ele pisa, nunca nasce grama (*)
* Frase de Don Rose Cavaca, humorista carioca.

Pois esta frase volta e meia aparece na boca de quem nunca experimentou a sensação de jogar no gol.

Alguns goleiros fracassam em uma ou duas atuações desastrosas. Outros, mesmo sendo grandes goleiros, reverenciados por todos, fracassam justamente na hora do clássico. Aquele jogo diferenciado, que atrai os olhares de todos, onde o frio na barriga pega forte. São nestes jogos – tu bem sabe - as pernas ficam duras e aquele 1 segundo, onde o cara antecipa o movimento da bola, se perde no tempo. Já era.

Marcelo, nem todos são talhados para a posição. Mas tu já nos mostrou que este não é o teu caso. Eu também lembro das tuas atuações em 2006. Eu vi tuas grandes atuações em 2011 . 

Está na cara de todos, a tua hora chegou.

Não foi fácil ser reserva do Victor. Nem do Saja ou do Galatto. Ter que se rasgar nos treinamentos e aceitar poucas oportunidades para jogar. E quando chamado, estar 110% preparado. Mas em nenhum momento na tua carreira, atingisse o nível técnico atual.

Um goleiro é um sujeito que está no comando do seu destino. Se existem os tais gols indefensáveis, também uma vez um cara falou que todo gol é uma falha do goleiro. Eu tinha algumas dúvidas, mas depois de ver este vídeo eu acreditei. Quando o goleiro chega num ponto de preparação física e mental,  pobres atacantes:


Quem te escreve aqui é apenas um anônimo torcedor. Talvez um dos poucos que compreende os meandros desta posição que tu escolheu (ou foi escolhido por ela, desde que começastes com a bola). Acredito que teu destino está traçado desde aquele janeiro de 1987, lá em Campo Bom. Tudo que te aconteceu foi uma preparatória para o que vem por aí.

Se ainda existem algumas dúvidas de parte de alguns de que tu não deves vestir a camisa titular do Grêmio, agora elas vão deixar de existir.

Marcelo Grohe, quando entrares em campo no próximo jogo, tenha uma certeza: milhares de torcedores te invejam. Invejam a tua oportunidade, a chance gravar teu nome definitivamente na história tricolor.
Segue firme. Seja louco, seja imortal, seja SEMPRE o grande nome do jogo.

Jogai por nós Marcelo, nós confiamos em ti.

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