quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Sai do LIMBO, Grêmio.
Saudações Tricolores. Nem sei porque ontem fiquei tão injuriado com o jogo. Na verdade, de cabeça fria, não há nada a declarar a respeito deste hiato que nos separa entre o acerto de contas com o R10 e o Grenal. Nada. Um vazio. Nem se pode aplaudir, nem criticar. Não há como apontar avanços no esquema ou nas individualidades. O motivo é simples, o Grêmio está sem peso.
Se joga bem, estaria jogando bem apenas porque está desobrigado ?
Se joga mal, estaria jogando mal porque os jogadores estão com a cabeça nas férias ?
Pois é caro leitor, seja bem-vindo ao limbo dos pontos corridos.
É onde o Grêmio se colocou: no limbo.
2011 para nós só tem mais um sentido, o último jogo do ano, nas ruínas do Coliseu Vermelho. E nada mais. Podemos ganhar com um golaço de placa do Rafa Marques ou com um nó-tático perfeito do Sexy Roth em cima do Dorival. Não importa. 2012 deve ser pensado longe disso.
Espero que existam convicções no Olímpico e que elas não considerem que o Grêmio só perde por obra da máfia do apito.
O Grêmio 2011 é um time instável, um eletrocardiograma, um dia tem que parir uma bigorna para enfiar um gol, no outro faz 4 ao natural. Uma defesa ruim, improvisada, lenta, que leva drible de pelada e com um goleiro-zumbi que esqueceu em algum lugar o futebol que tinha. Dois alas razoáveis que não fazem 3 partidas boas em sequência e um meio-campo entre o bom e muito bom, que leva o time todo nas costas.
E um treinador medíocre, polêmico e previsível. Um treinador perdedor.
É disso aí para frente, pra se começar a falar em 2012. Senão, infelizemente, teremos outro ano de quase.
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