sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

As Promessas da Prefeitura


Saudações Tricolores. Falar sobre a Arena é quase como chover no molhado. Meus amigos blogueiros já descreveram a emoção da nossa visita, embasados por números impressionantes, todos eles decorados pelo @giulianovieceli, um dos nossos conselheiros que mais conhece a Arena e seus superlativos.

Me impressionou não apenas a obra em si, mas a cordialidade e disposição do @EduardoAntonini em nos guiar pela Arena e em responder pacientemente todas as perguntas, provavelmente uma das centenas de vezes em que ele teve que responde-las novamente. Um exemplo de transparência e de profissionalismo, a serviço do Grêmio. Exemplo que já havia sido dado pelo @adalbertopreis nos esclarecimentos para a imprensa. Parabéns para eles e para todos os anônimos que trabalham para a construção do mais moderno estádio de futebol do Brasil.

Embora a Arena seja a atração principal deste empreendimento, ele não se encerra nela somente. Existe todo um aparato que deve ser desenvolvido no seu entorno. E podemos ter uma certeza hoje: aquilo que depende do Grêmio e da OAS será cumprido na sua forma e no seu conteúdo.

Já aquilo que depende do poder público, tenho cá minhas dúvidas.

Há aproximadamente 6 anos atrás, quando o Grêmio procurou a Prefeitura Municipal para conversar sobre locais para a construção da Arena, esta derramou-se em elogios para o Humaitá, garantindo tratar-se da área de maior potencial de crescimento, valorização e investimentos, tudo embasado pelo Plano Diretor da cidade.

Passado todo este tempo, a Prefeitura Municipal fez pouco ou nada para promover um bom acesso ao local da Arena. Parece que a Prefeitura voltou seus olhares muito mais para a Praia de Belas. Se continuar assim, em janeiro de 2013, iremos aos jogos por uma esburacada e empoeirada Av. A. J. Renner. Digna de uma cidade de faroeste americano.

Senhor Prefeito, o Grêmio não pode fazer tudo. A OAS não pode asfaltar as ruas da cidade.

Enquanto se fala muito em uma EVENTUAL Copa do Mundo, lembro que a cidade já perdeu a Copa das Confederações, um MICO que é CONVENIENTEMENTE esquecido por todos.

A reforma do estádio Beira-Rio sequer começou, a luz do contrato com a Andrade Gutierres ( Luz negra, pois o contrato é secreto ). Enquanto isso, poderemos ter em janeiro de 2013, jogos com 50mil pessoas em um estádio que supera o PADRÃO FIFA, mas que poderá estar encravado em um canto mal acabado da cidade, por força da mal aplicação dos recursos públicos.

Prefeito, não é apenas a bola que pune, as URNAS também punem.

Uma Prefeitura para todos, um governo justo. É o que exigimos.

O Grêmio fez sua parte. Vamos ver se a Prefeitura também o fará.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Efeito-Barcelona


Saudações Tricolores. Como muitos, esperava ontem um jogo melhor, antes de tudo. Ao menos um jogo de dois times. O que a Globo chamou de “aula de futebol”, foi nada mais do que um jogo chato. Um jogo de 13 faltas para cada lado, numa final de campeonato. Um jogo mole. Um jogo que bem servia ao time de melhor qualidade.

Inegavelmente o Santos foi merecedor de estar no Japão. Mas sua participação ficará para sempre marcada por uma atuação apática, indigna da história do Peixe. Faltou mordida, ao menos isso. Talvez tenha sido resultado do efeito Globo que colocou da noite pro dia o Santos no mesmo patamar do Barcelona. E o Neymar Jr. no mesmo nível do Messi.

O Santos de ontem foi apenas um repeteco do Santos do segundo semestre, tirando aquela partida contra o Flamengo, que serviu apenas para subirem no salto. O Santos do Brasileirão perdeu vários jogos com atuações moles, sempre com a desculpa de que o que importava mesmo eram os jogos do Japão. A imprensa especializada preferiu enaltecer o futebol do Barcelona, o caminho mais fácil, preservando os queridinhos do Brasil, Neymar e Ganso, de cobranças mais vigorosas. Neymar disse que o Barcelona deu aula. O Santos também. Muricy Ramalho, com seu ar professoral e arrogante nas entrevistas pós-jogo, de quem sabe tudo e debocha das perguntas dos jornalistas, ontem deu aula de como perder um jogo antes da bola rolar. Com um esquema chama-derrota, Muricy foi o principal responsável por uma postura retrancada de um time que tem no ataque sua maior qualidade.

Alguns fanfarrões buscaram explicações no estilo Guardiola de ser. Na concentração liberal dos jogadores, na companhia das esposas, no toque e na posse de bola. Novidade? Só para os neófitos. A Laranja Mecânica de 1974 e 1978 tinha tudo isso e mais um pouco. Agora estamos na iminência de um fator-Barcelona invadir os gramados Brasileiros. Alô Caio Junior, por favor, não entre nessa. É impossível aplicar esse esquema de futebol e gestão em cima da nossa paternalística cultura futebolística.

No Brasil, o mesmo jogador responsável da Europa, vira uma criança mimada, acostumada com as benesses dos dirigentes que tudo permitem. No máximo, uma multa na caixinha. Jogador, aqui, quando reclama do esquema, muitas vezes quem dança é o técnico. E se o clube arroxa com o cara, sempre tem outro na fila para leva-lo como salvador da Pátria.

Outros exemplos não faltam. Aqui mesmo, no Olímpico, uma bola recuada para o Victor pela zaga ou pelo voltante, gera um imediato muxoxo na social. No Barça, isso é saudado como uma forma de manter a posse de bola. No mundial de ´95, Van Der Sar recebeu uns 25 recuos de bola, sempre que o Grêmio apertava a marcação. E ele, muitas vezes, dava um passe certeiro e não um chutão para frente. Aqui, goleiro não joga com os pés. É feio.

O futebol Brasileiro não deve copiar o Barcelona, deve interpretar o Barcelona e adaptar o que é possível, considerando história, cultura e os recursos disponíveis. Mesmo assim, acredito que em 2012 teremos muitos clubes sofrendo de Barcelonite, embalados pelos elogios do plin-plin. Aposto que estes não vão ganhar nada.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bem vindo Caio Junior


Saudações Tricolores. Caio Junior, ou Luiz Carlos Saroli, pode não trazer consigo um Curriculum vitorioso. Ou até de grande expressão. Já não se pode compará-lo ao Paulo Autori, o que para este Mosqueteiro, é uma vantagem. Neste sentido, Caio Junior também nem é é tão neófito quanto Felipão ou Tite, quando dirigiram o Grêmio.

Aos 46 anos, Caio Junior projetou-se no cenário dos técnicos do Brasil com uma incrível vitória sobre o Corinthias em 2005, comandando o CIANORTE do Paraná: 3 a zero no jogo de ida pela Copa do Brasil. Timão que contava com Tevez e Mascherano, dentre outras estrelas. No jogo de volta, em SP, o CIANORTE levou 5 a 1, perdendo a classificação por apenas 1 gol. Um ano depois, comandando o Paraná Clube, alcançou a quinta colocação no Brasileiro, classificando o clube para sua primeira Libertadores. Tal feito o levou ao Palmeiras, no final do ano.

Em 2007, fez um bom trabalho no Verdão, mas o time não conseguiu a tão sonhada vaga para a Libertadores, determinando sua saída. Neste ano, ganhou o título de Melhor Técnico do Brasileiro.

Em 2008, a frente do Goiás, não teve uma passagem muito exitosa. Seu time foi desclassficado pelo Corinthians na Copa do Brasil e não conseguiu vencer o Campeonato Goiano, que foi vencido pelo Itumbiara. Neste ano, foi contratado pelo Flamengo que estava abalado pela derrota frente ao América do México na Libertadores e buscava reestruturar-se. Durante o Brasileirão, Caio Junior comandou uma razoável campanha do Flamengo, porém a quinta colocação tirou-lhe a vaga da Libertadores, ocasionando sua dispensa ao final do campeonato.

Em 2009, esteve no Japão e depois no Qatar, onde permaneceu por 2 anos, retornando ao Brasil em 2011 para assumir o Botafogo. Como todos sabem, foi dispensado após uma sequencia de maus resultados na reta final do campeonato, o que somente fez piorar a situação do Fogão após a sua saída.

Caio Junior retorna ao Estádio Olímpico, onde atuou como jogador de 1985 a 1987, chegando a atuar ao lado de Renato Portaluppi. Foi Tri-Campeão Gaúcho e artilheiro do Gauchão em 1985.

2012 começa para o Grêmio com perspectivas e possibilidades positivas, muito mais do que começaria se o clube tivesse renovado o contrato com Celso Roth. Com bons reforços e algumas boas escolhas da base, o Grêmio pode novamente ter um técnico fechado com a sua torcida.

Ratings and Recommendations by outbrain