Há 5 dias atrás, a maioria dos jogadores de ontem era contestada por grande parte da torcida e da imprensa especializada. Os mesmos jogadores que ontem impuseram um massacre ao adversário, citado em prosa e verso como um dos melhores times do Brasil. Amplamente favorito. Um confronto entre os craques da bola e os pobres coitados de azul.
Hoje, a maior dificuldade dos especialistas consiste em explicar que as razões para o massacre não estão ocultas em fórmulas complexas nem em táticas avançadas de futebol.
É duro aceitar que os caras não vão pro trabalho (duas vezes por semana, diga-se) com tesão de ganhar, de fazer o melhor. Ainda mais se considerarmos os salários que recebem. E que entre ontem e sábado exista apenas uma coisa chamada motivação. A propósito, Motivação (do Latim moveres, mover) é o impulso interno que leva à ação. Vem de dentro. Ninguém motiva ninguém. Por isso é complicado acreditar que tudo é fruto de uma boa palestra.
É um auto-convencimento de que ontem era hora de mostrar o valor de cada um.
Por óbvio, não precisamos dizer que o ruim pode perder todas, mesmo motivado. Mas um ruim esforçado pode, eventualmente, se equiparar ao bom que não está nem aí pro jogo.
Hoje é um dia de muitas testes. Muitas estão embasadas nas virtudes do treinador interino. Outras, na incapacidade do treinador dispesado. Algumas, na simples presença do novo treinador.
Poucas consideram o fato de que, noves fora, a explicação é bem simples: eles jogam quando querem.
Só me resta torcer muito para que sigam querendo.
