sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Grêmio do Cobertor Curto.

Saudações Tricolores. Melhor seria hoje estar escrevendo sobre uma histórica reversão de vantagem e consequênte passagem para a final, mas ficamos outra vez no quase.

Saco cheio do quase.

Mas até que o quase de ontem contém alguns elementos que nos dão algum alento, embora a gente também esteja de saco cheio de alento.

O Grêmio de ontem foi visceral como deve ser qualquer onze que entrar em campo com a nossa camisa. De onde se tira a inevitável pergunta: - Porque não foram assim também no jogo do Olímpico ?

Aí entramos no campo das teses, onde cada um tem a sua:

Pouco tempo de trabalho do treinador ( FATO )...
Time ainda em formação ( FATO )...
Falta de qualidade em algumas peças que resulta em altos e baixos ( FATO )...
etc e tal...

O Grêmio dos últimos anos é o Grêmio do cobertor curto. Quando acerta uma coisa, deixa outra na merda. E agora não é por falta de dinheiro.

Temos um baita treinador, depois de muito tempo com APOSTAS ou com o Sexy Roth de quem sempre sabemos o que esperar: qualquer coisa entre não sair campeão e uma posição acima do rebaixamento. Nada mais do que isso.

Contratamos um centro-avante de 1a. linha, mas o clube deixou o cara ser quebrado no Torneio do Noveletto. Deixamos o cara apanhar até quebrarem a perna dele. O resultado é que ele ainda está em recuperação, é visível que joga ainda descontado. Omissão da Direção do Futebol, no meu entender.

Não vou nem falar do meio-campo. Só agora, no fim de JUNHO, vamos contar com um jogador de 1a. linha.

E a zaga ? Tenho que ouvir nas entrevistas que estamos bem, obrigado. Que não precisamos contratar um Xerife... de novo o cobertor curto ou a cegueira do departamento de futebol vai nos prejudicar:

Schiavi, dispensado em 2007 por 150mil dólares ( isso mesmo ), considerado velho e em fim de carreira - pasmem - vai jogar a final da LA 2012.

Pereirão, dispensado em dezembro de 2008 foi considerado BICHADO do joelho e vai jogar a final da CB 2012.

A dupla de zaga que ficou, depois destas dispensas, incluía Thiego e Léo. Daí é dose, né @snel ?

Enquanto a Direção de Futegol do Grêmio não pensar as coisas de forma global e paralela, desconfio que ficaremos sempre no quase. Ano após ano, vamos contratando ao longo do ano e dispensando no final, sempre remontando um time em meio as competições e na maioria dos anos, dispensando também os treinadores.

Luxa precisa permancer no Grêmio. Continuidade do treinador é um dos pilares do sucesso. Agora, se o acréscimo for apenas o Zé Roberto, vamos de novo ficar no quase.


 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Abre o cofre, Odone.


Saudações Tricolores. Em algumas horas estaremos novamente na torcida para que a maldição acabe. Seja no campo, na TV ou pelo radinho ou internet, milhões de gremistas estarão outra vez sofrendo. Sofrendo como outras torcidas também sofreram, isso é verdade. Mas não chega a ser um consolo. Talvez para retrucar uma flauta, mas não tira o gosto azedo da boca.

A gente sabe que o Grêmio precisa ganhar. Precisa de um caneco. Precisa resgatar o grito de campeão dos seus torcedores.

Claro que seria muito melhor se todos estivéssemos encantados com time.

Mas em 5 minutos, o Grêmio fez o favor de jogar água fria na fervura. Dois golos bobos levaram as convicções da torcida para a banha. O entrevero nos Aflitos terminou por sepultar a esperança dos racionais. Sobraram apenas os doentes, os fervorosos, os passionais, os malucos e os insensatos. Eu confesso, me enquadro em todas as categorias acima.

Posso dizer que o Grêmio é o Grêmio porque é o Grêmio. É o que me faz achar que dá.

Mas ao olhar para o elenco, sinto todo o peso do mundo nas minhas costas.

Algum amigo do twitter falou que era hora de levar o Yura, o Dinho e sei lá mais quem para motivar os boleiros dentro do vestiário. Motivar. Motivar com histórias da carochinha, do tempo em que jogador de futebol jogava por amor a camisa. Que jogava por sua dignidade. Que jogava por qualquer coisa, menos por dinheiro.

Motivar um jogador que ganha por mês aquilo que nós demoraríamos anos para conquistar.

Motivar um sujeito que está - como se diz - com o burro na sombra. Fazê-lo acreditar que entrar para a história do clube - deste clube ou daquele clube - vai fazer com que ele corra mais, que não simule uma dorzinha na coxa na hora que o jogo tá mais encardido, que faça ele ter sangue nos óio, dito no popular.

Pois eu também não tenho resposta. Mas tenho uma SUSPEITA.

Suspeito que jogador - na sua maioria - se diz profissional para esconder uma outra palavra, esta mais feia: mercenário.

Uns mais, outros menos. Outros, por completo, como o R10.

Suspeito isso, desde aquela Libertadores de 1984. Suspeito que jogador só ganha - ou perde - por dinheiro - ou pela falta dele. Que o vil metal é a única coisa capaz de fazer um Gabriel correr em campo e olhe lá, no caso dele, talvez nem isso...

Então, se a mim coubesse a tarefa de motivar o elenco Gremista, nada de filmezinho da Batalha dos Aflitos, do jogo de La Plata, de histórias do Lara ou do Foguinho. Eu ofereceria dinheiro. Muito dinheiro. Dinheiro obsceno. Dinheiro de envengonhar corrupto. Dinheiro de deixar a imprensa vermelha roxa de raiva.

Dinheiro de comprometer o balanço.

Avisava até a mulher dos casados e a mãe dos solteiros. Afinal, ninguém quer mostrar em casa que perdeu uma grana preta porque tirou o pé na dividida.

Não quero mesmo ser campeão do balanço. Eu quero a Copa. O resto depois a gente vê.

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