segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Contra tudo e contra todos.

 

Saudações Tricolores.

  • A fúria dos elementos.
  • Um o árbitro de MMA com seus critérios desconhecidos.
  • Seu fiel escudeiro, um bufão do spay.
  • Meio brigadiano para cada torcedor tricolor.
  • O chão se abrindo num pântano lamacento, disposto a levar qualquer gremista para as entranhas do inferno.
Tudo isso e mais um pouco e mesmo assim, não foram suficientes para tirar a nossa vitória ontem.
 
Na obra do Aterro, o Grêmio contribuiu com a PATROLA.
 
Ainda que, com as bênçãos da arbitragem, Guinazú, o cachorro louco argentino, tivesse OPERADO Elano nos primeiros minutos.

As mesmas bênçãos que já LIQUIDARAM com Mário Fernandes e Kleber em outras oportunidades.
 
Pois este juiz é egresso do passado, um árbitro que apita como um Argentino em plena copa de 78. Vale tudo. Só não vale dar bolada no adversário com a bola em jogo, isso é falta. Passível de cartão, inclusive. Uma piada.

Azarou-se porque temos no time digníssimos representantes do futebol de pracinha, onde só os fortes sobrevivem: PARÁ, PICO e Marquinhos, este nosso grande expoente. Ao enterrar o Figueira já tinha ganho meus respeitos, em meio a um futebol cheio de fidalgos. Ontem, quando deu a bolada no macado caído, ganhou definitivamente minha admiração.
 
A arbitragem gaudéria é um staff da FGF, presidida por um Colorado. Dono de clube. Empresário de Atleta.
 
Mas aqui no RS, onde TUDO É MELHOR, como muitos gostam de dizer, o cara não precisa nem parecer honesto. Basta ter lojinha e anunciar na rádio. Pronto, o cara é ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.
 
Outra forma de ganhar a simpatia da opinião pública é convidar os bruxos pra comer um GADO.
Aliás, nesta semana, o preço do GADO vai disparar, fazendo a alegria da região sul do estado. Festa em Bagé, Quaraí e Alegrete.

Nada de costela gorda nem vazio. Vamos de Picanha, Filé e Maminha. Até uma MAIONESE vai sair.

Os bruxos precisam de COMBUSTÍVEL, tem muito trabalho pela frente.
 
Fernandão usou todo o seu conhecimento adquirido em UMA SEMANA INTEIRA DE CURSO no Sindicato e nas apostilas do INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO para fazer uma entrevista-dissertação de exatos 27 minutos, onde terminou por explicar que só não venceu por causa da BOLA, esta teimosa, que teimou em não entrar.
 
Grêmio, 37 pontos, em ascensão na tabela.
Macacada, 31 pontos, em ascensão no negativo do banco.

 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O que Importa são tuas Memórias.


Saudações Tricolores. É um assunto doloroso. Recorrente até. O Adeus ao Olímpico.

Mal comparando, não é como se a gente perdesse um parente, um pai ou um amigo em um acidente inesperado. Tipo, ontem o cara estava por aí, hoje já não está mais. A história tem mais a ver com aquele tio ou avô, teu camarada.

Aquele que te levou mil vezes para passear, te comprava coisas legais, que sempre tinha uma história diferente. Quem sabe aquele que era o estranho da família. Vai ver até te levou pro futebol, te ensinou a beber e te falou das mulheres...

Um dia te contaram que ele foi pro hospital. Mal de alguma coisa. Tu pensou em ir visita-lo, mas – sabe como é – a vida é corrida. As agendas. As contas. Achou melhor ir ouvindo as notícias dele, aqui e ali. Até que um dia te falaram que o velho faleceu.

Se te bate um remorso com isso, lembra que não seriam estas visitas de última hora que fariam qualquer diferença.

Mas tem gente por aí que está contabilizando a entrada na UTI. Esse e um papo para quem não viveu a história do Grêmio e com ela também a história do Olímpico. Esse papo de que o que importa é ir nestes últimos jogos é coisa para cabaço. Para quem quase nunca foi a jogo na vida. Como se visitar o tio velho na UTI fosse capaz de refazer toda uma convivência não-vivida.

Se é o teu caso, aí tanto faz, recomendo que tu vá num sábado, bater umas fotos. Bem mais tranquilo.

Caso contrário, desencana. O importante são as tuas memórias. Memórias de uma vida inteira de convivência, daquele cheiro de estádio cheio, do astral da chegada e da alegria das grandes vitórias. E mesmo da resignação das derrotas. Vai-se o Olímpico, vem a Arena. Não vejo, nesta transição, a missão divina que alguns querem me vender. Sou um desapegado das coisas materiais. Meu apego é com o Grêmio, esteja ele aonde estiver.

Do velho casarão restarão, no fim, só as boas memórias.

E a Arena, esta novidade, chega tal qual uma criança, para alegrar a família. Sempre que eu lembrar do Olímpico, passando pelos prédios que se erguerão na Azenha, vou também lembrar da Arena. E terei só uma nostalgia. Não saudade.

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