Saudações Tricolores. Não que eu esperasse algo mais que um crime na tarde de ontem. Afinal, era o BANGUZINHO. Nada mais normal do que perder para os titulares do nosso Tradicional Adversário, detentor do Queee Grupo e do centroavante de 63milhões de reais.
Perder por um escore mínimo, em um gol de bola parada e com o treinador adversário tendo xiliques ao final do jogo e gritando: - cabôôôô, cabôôôô - já foi uma boa demonstração da importância e significado que os vermelhos dão para... um gauchão.
Do lado Gremista, entretanto, me preocupam certas questões.
Questões delicadas, complexas e indigestas. Questões que remetem a uma interpretação ruim de parte dos torcedores, esse SER PASSIONAL, como dira nosso amigo JUAREZ.
Em todas as atividades e mesmo na nossa vida particular, é fundamental que tenhamos relativo controle sobre o EGO. O EGO não é completamente consciente. Descontrolado, o EGO sabota a mente, bagunça a realidade, alimenta a inveja e a discórdia e transforma a pessoa em um ser competidor, individualizado, ingrato com a vida e com as pessoas,
prepotente e oportunista.
Um EGO em descontrole é capaz de contrariar a razão. De botar em campo um esquema diferente, especialmente um esquema de depende de alas e não de laterais e que precisa de muito entrosamento.
Um EGO em descontrole é capaz de deixar no banco quem está melhor, para colocar em campo peças de duvidoso rendimento. Motivado por critérios subjetivos.
Un EGO em descontrole é capaz de tentar sempre uma mudança de última hora no sentido de vender uma imagem de genialidade pessoal, quando precisamos apenas da uma inteligência média de um grupo todo e não de apenas um indivíduo.
Quem me acompanha sabe que sempre considerei e ainda considero o Vanderlei um bom treinador. Com erros e acertos, assim como qualquer outro. Minha grande torcida é para que seus erros sejam distribuidos uniformemente ao longo dos campeonatos e não apenas concentrados nos seus momentos decisivos.
Nossa torcida merece um time equilibrado e bem escalado quando chegar a hora mais decisiva.
Confio que ao longo do caminho a direção controle esse EGO, nem que seja preciso ressucitar o velho Freud para dar conta do recado.

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