segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Um EGO em Descontrole.

Saudações Tricolores. Não que eu esperasse algo mais que um crime na tarde de ontem. Afinal, era o BANGUZINHO. Nada mais normal do que perder para os titulares do nosso Tradicional Adversário, detentor do Queee Grupo e do centroavante de 63milhões de reais.

Perder por um escore mínimo, em um gol de bola parada e com o treinador adversário tendo xiliques ao final do jogo e gritando: - cabôôôô, cabôôôô - já foi uma boa demonstração da importância e significado que os vermelhos dão para... um gauchão.

Do lado Gremista, entretanto, me preocupam certas questões.

Questões delicadas, complexas e indigestas. Questões que remetem a uma interpretação ruim de parte dos torcedores, esse SER PASSIONAL, como dira nosso amigo JUAREZ.

Em todas as atividades e mesmo na nossa vida particular, é fundamental que tenhamos relativo controle sobre o EGO. O EGO não é completamente consciente. Descontrolado, o EGO sabota a mente, bagunça a realidade, alimenta a inveja e a discórdia e transforma a pessoa em um ser competidor, individualizado, ingrato com a vida e com as pessoas, prepotente e oportunista.

Um EGO em descontrole é capaz de contrariar a razão. De botar em campo um esquema diferente, especialmente um esquema de depende de alas e não de laterais e que precisa de muito entrosamento.

Um EGO em descontrole é capaz de deixar no banco quem está melhor, para colocar em campo peças de duvidoso rendimento. Motivado por critérios subjetivos. 

Un EGO em descontrole é capaz de tentar sempre uma mudança de última hora no sentido de vender uma imagem de genialidade pessoal, quando precisamos apenas da uma inteligência média de um grupo todo e não de apenas um indivíduo.  

Quem me acompanha sabe que sempre considerei e ainda considero o Vanderlei um bom treinador. Com erros e acertos, assim como qualquer outro. Minha grande torcida é para que seus erros sejam distribuidos uniformemente ao longo dos campeonatos e não apenas concentrados nos seus momentos decisivos.

Nossa torcida merece um time equilibrado e bem escalado quando chegar a hora mais decisiva.

Confio que ao longo do caminho a direção controle esse EGO, nem que seja preciso ressucitar o velho Freud para dar conta do recado.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Tenho muita esperança na Bolívia.

Saudações Tricolores. O ano começou difícil. E não me refiro as atuações do Grêmio. Em poucos dias, 2013 nos brindou com a tragédia de Santa Maria e com essa morte na Bolívia. Dor e sofrimento em dose concentrada.

Aquilo que mais aproxima Santa Maria da pequena Oruro, na Bolívia, é que ambos os casos resultaram na morte banal de jovens. Mortes estas que poderiam ter sido facilmente evitadas.

O caso de Santa Maria serviu para demonstrar a ineficácia do Poder Público em toda sua magnitude. Seus representantes apressaram-se em deflagrar uma cruzada heroica contra todos os tipos de estabelecimentos, com pompa e circunstância. Demagogia explícita de quem apenas deixou de fazer o que deveria ter feito. Demagogia canalha, jogada na nossa cara.

O crime de Oruro choca mas não surpreende. Ao menos não deveria. Embora alguns conhecidos jornalistas esportivos tenham afoitamente decretado que chegamos ao ápice da barbárie nos estádios de futebol.

Não, caro leitor. Não mesmo. O Futebol já viveu dias muito mais escuros.  Mas isso não é consolo. Nem justificativa. É uma mera constatação.

No caso Boliviano, repetiu-se um fato conhecido: o ingresso de arma letal dentro do estádio de futebol. Pois aqui mesmo, na prosaica Porto Alegre, capital do Estado do #RSMelhoremTudo, tivemos inúmeros casos. E digo isso sonegando meu clubismo, pois é um comportamento recorrente entre azuis e vermelhos. Falta apenas consumar-se a tragédia para que o Estado contribua com seu quinhão nas manchetes do mundo.

Nos dois episódios, assim como nos inúmeros outros que não terminaram em tragédia por mero acaso, o Estado Brasileiro falha não apenas na esfera preventiva. Mas falha ainda, de forma mais grave e mais contundente, na punição exemplar aos envolvidos. É a certeza da impunidade que não faz cessar a infração.

Mas isso é aqui no Brasil.

Tenho muita esperança na Bolívia.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os Esquecidos e a LIGA.

Saudações Tricolores. Vamos começar pelas obviedades. Cadê o crédito do Luxa ? Sim, aquele crédito concedido pelo estrondoso FI-CA-LU-XEM-BUR-GO do ano passado ?

Aquele crédito concedido pela TL ENLOUQUECIDA que chamava o Dr. Koff de Gagá e o Rui Costa de AMADOR, pela demora EXCESSIVA em renovar com o xodó da torcida ? O preferido da massa ? O eleito pelos ISENTOS e ImparSCIais como a única e definitiva solução, a GARANTIA dos títulos de 2013 ?
 
Pois é, tem muita gente que tá precisando refrescar a memória.
 
SE o Profexô errou ontem, e eu digo SE, porque o futebol permite essas coisas, eu pergunto: O cara passou do céu ao inferno em 45 dias ? E olha que ele comandou o time em 4 jogos este ano, que eu me lembre.
 
Tivesse entrado com Simon e Grolli e perdido, Luxa hoje seria apedrejado por ter deixado o GRANDE CRIS no banco, porque ele visivelmente ainda carece de entrosamento. Tivesse entrado com o Fernando, o famoso GOLINHA LEVANTADA, torrado por meia TL a cada enfeitada de passe, hoje o Adriano seria a salvação da lavoura.
 
Nem falo do André nem do Barcos, porque esses poderiam ter chegado as 19h que era só fardar e jogar, tal a carência do Grêmio x o acréscimo de qualidade dos dois.
 
Me dizem que o problema maior foi mexer nas 4 posições ao mesmo tempo e nem é preciso analisar a tese, basta ver o jogo. Um time desentrosado, embolado pelo meio, carente de jogadas ensaiadas. Um time que - ao que parece - vai se entrosar em coletivos e jogos decisivos.
 
O Grêmio ainda ESTRANHA A ARENA. Estranha como a gente estranha uma namorada nova. Estranha ainda mais se - de vez em quando - a namorada antiga aparece para uma sessão remember. Aí fica difícil. Ou o Grêmio se atira de vez nos braços do seu novo amor ou vai ficar por muito tempo comparando até a banderinha do escanteio e a ausência dos quero-queros.
 
Agora uma coisa é visível. O tal EFEITO ARENA sobre os adversários. Ele existe. Mas ele é ZERO.
 
Zero porque qual time do planeta não se motiva em jogar num estádio desses ?

Historicamente, o que intimida um adversário é um campo acanhado, velho, com vestiários podres. A Conmebol sabe disso. É a tal cara da Libertadores. Que o diga o Fluminense que jogou num campo ao estilo da Praça Ararigboia na quarta-feira. E mesmo assim, ganhou. Porque ganhar nestas condições é parte do que se precisa para vencer a Libertadores. Não adianta chorar nem reclamar.
 
E por pior que o gramado da Arena esteja neste momento - compreensível - ele ainda é um tapete perto dos campos da Libertadores. Se o problema é de ADAPTAÇÃO, minha sugestão é que o Grêmio vá treinar no ALIM PEDRO, aqui no IAPI. 

Se tem algo positivo em perder para um time desconhecido na estréia, é que a corda agora está pra lá de esticada. O Grêmio já começa a Copa com todas as obrigações do mundo. Espero que a experiência do elenco consiga absorver essa pressão.

E espero - sinceramente - que DÊ LIGA entre time-torcida-treinador-direção. Só assim chegaremos a final.

 

Ratings and Recommendations by outbrain